Descrição
Eu sou Martinicana de Mayotte Capécia narra parte da História francesa nas Antilhas por meio de um relato semiautobiográfico de uma mulher negra que só desejava uma única coisa: uma vida melhor. Da infância a vida adulta, somos conduzidos a seguir os passos de uma mulher independente, determinada e apaixonada por um militar francês. Mulher negra, mãe de um filho branco, sofre todas as mazelas das relações interraciais e as supera com dignidade. Depois de quase 80 anos, o texto criticado por Frantz Fanon chega ao Brasil para que os leitores conheçam quem era a mulher criticada pelo seu suposto complexo de lactificação em Pele Negra, Máscaras Brancas (1952). Mayotte Capécia: Palmiteira? Alpinista social? Traidora da raça? Embranquecedora? Que o público brasileiro tire suas conclusões ao ler este romance e, ao mesmo tempo, conheçam a voz silenciada de uma escritora fabricada pelas mídias do pós-guerra, bem como incompreendida e injustiçada hermeneuticamente por muitas décadas.




